Policia Federal destroi 4,5 toneladas de drogas na Capital

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PF incinera drogas em industria de MT

Lislaine dos Anjos/MidiaNews

 
Processo é um dos maiores já realizados nos últimos anos em Mato Grosso

Cerca de 4,5 toneladas de drogas estão sendo incineradas pela Polícia Federal, desde às 9h desta quinta-feira (21).

O processo, que está acontecendo na sede da Amaggi, no Distrito Industrial, tem previsão de encerramento às 17h e se trata da maior incineração feita nos últimos anos. A última incineração aconteceu em junho do ano passado, quando três toneladas de substâncias ilícitas foram destruídas.

Ao todo, pouco mais de 3,2 toneladas de cocaína e derivados, aproximadamente 1,3 tonelada de maconha, além de 137 comprimidos de ecstasy e nove selos de LSD, estão sendo destruídas pelos agentes federais. Esses entorpecentes foram apreendidos pela PF no final de 2011 e ao longo dos primeiros seis meses de 2012.

Até junho deste ano, a PF já apreendeu 2,5 toneladas de cocaína e derivados e mais 800 kg de maconha. As duas maiores apreensões feitas aconteceram em Cáceres e Rondonópolis, onde, em cada município, foram retidos 350 kg de cocaína.

De acordo com o chefe da Delegacia de Entorpecentes, Denis Maximino do Ó, as apreensões acontecem, em sua maioria, na região da fronteira do Estado, por onde entra a maior parte da droga existente no Estado e distribuída para o restante do país.

Ele ressaltou que a ausência de uma base aérea da PF em Mato Grosso dificulta um pouco a atuação dos agentes contra o tráfico de entorpecentes. As bases existentes atualmente, segundo ele, estão localizadas em Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

Dados:

Segundo o delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Éder Rosa de Magalhães, apenas em 2011, foram apreendidas oito toneladas de entorpecentes.

“Foram duas incinerações em 2011 e foram apreendidas seis toneladas de cocaína e duas toneladas de maconha”, afirmou.

Apenas neste ano, a PF já realizou duas operações de combate ao narcotráfico, e é esperado, para o segundo semestre deste ano, a realização de, pelo menos, mais seis ações semelhantes.

“No ano passado, tivemos oito operações especificamente voltadas contra o tráfico de drogas, com a prisão de cerca de 200 traficantes. Em algumas dessas operações, nós conseguimos apreender, até mesmo, os meios de transporte utilizados. Foram seis aeronaves apreendidas nessas ações de combate ao tráfico. No segundo semestre, com certeza, teremos uma série de outras operações específicas de combate ao narcotráfico”, afirmou.

Outra incineração também deverá ser feita até o final do ano, a exemplo do que aconteceu em 2011, uma vez que ainda há entorpecentes armazenados no depósito da PF, aguardando a determinação judicial para serem destruídos.

Trafíco de Drogas:
Magalhães ressaltou que Mato Grosso é responsável por 1/4 da cocaína apreendida no país, mostrando que o Estado continua vulnerável à entrada de entorpecentes.

Por essa razão, a PF continua reforçando as ações de combate ao tráfico de entorpecentes na faixa de fronteira com a Bolívia, trabalho que é prejudicado pela ausência de base aérea no Estado.

“Mantemos o foco nos serviços de inteligência, compartilhando informações com as outras bases de dados. Mas uma base aérea seria de grande valia nesse combate ao narcotráfico, porque a maioria da droga entra no Estado pela via aérea”, afirmou.

A droga é, normalmente, arremessada de aeronaves em direção a fazendas, normalmente localizadas em regiões mais isoladas, sendo recolhida posteriormente pelos traficantes brasileiros, que fazem a distribuição, por via terrestre, para o restante do país.

“Via de regra, as drogas são arremessadas em fazenda. Tivemos, recentemente, muitos arremessos na região de Cáceres, normalmente em localidades isoladas, e muitos fazendeiros já estão colaborando ativamente com esse esquema de tráfico. Depois, os traficantes distribuem a droga, via terrestre, principalmente com emprego de caminhões, até mesmo aquele de câmaras frias”, disse.

Risco de contaminação: 

Durante todo o dia de hoje, o processo de secagem de soja fica suspenso na empresa Amaggi, para evitar contaminação dos grãos. Segundo o coordenador operacional da empresa, Ailton Carvalho de Oliveira, até mesmo a lenha utilizada normalmente para a secagem da soja é deixada de lado durante a incineração da droga.

“Foi feita uma limpeza geral do secador, e ele está vazio, sem soja. Não é utilizada a lenha também para não contaminar a soja depois”, afirmou.

Para ser usado como incinerador de entorpecentes, o secador passou por um processo de limpeza que demorou seis horas para ficar pronto. Em seguida, o equipamento passa por um novo processo de limpeza, que pode durar até oito horas, para que, somente então, a produção de soja possa ser retomada com segurança.

 

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