Cuiabá: Mauro Mendes é lançado, com apoio de peso: Taques e Blairo

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RDNews
Em clima de vitória, com direito a batuque, fogos de artifício, telão e jingle da música Cuiabá Muito Prazer, do Pescuma, Mauro Mendes (PSB) foi lançado candidato a prefeito de Cuiabá na noite deste sábado (30), fechando a maratona de convenções partidárias da Capital. O socialista, que conseguiu reunir em seu palanque 2 senadores, sendo Pedro Taques (PDT) e Blairo Maggi (PR), foi aclamado pelos cerca de 300 presentes ao entrar no ginásio Quilombo e dá início a campanha com o jargão “Agora é Mauro”.
Taques, que marcou mais presença na convenção de Mauro do que na do próprio PDT, fez um discurso fervoroso e não deixou de mandar o seu recado. O senador atribuiu a “fofocas e futricas” todos os rumores de que os pedetistas rachariam o Movimento Mato Grosso Muito Mais (PDT-PSB-PPS-PV), apoiando outro candidato nesta eleição. “Quem ama o Mauro grita”, discursou.
“Essa noite não existe partido, mas sim quem ama Cuiabá. Política se faz com lealdade e companheirismo, por mais que tentaram e provocaram estamos aqui essa noite porque queremos eleger Mauro prefeito. Daqui para frente o PDT é Mauro, vamos elegê-lo. Como senador quero trabalhar por Cuiabá e tenho a honra de trabalhar por Mauro”, esbravejou, sendo aplaudido aos gritos.
Blairo, por sua vez, fez questão de lembrar que estava ao lado de Mauro em 2008, quando ele disputou a Prefeitura de Cuiabá pela primeira vez ainda pelo PR e praticamente fez uma declaração de amor ao socialista. “Esse é um sonho que trago e acalento desde 2008. Estou aqui porque você será o melhor prefeito que Cuiabá já sonhou em ter. Infelizmente há 4 anos os eleitores não entenderam que aquilo era só mais um passo, um pulo, um trampolim para chegar em outro lugar, Cuiabá não merecia, mas meu sonho está de volta”, declarou, se referindo ao prefeito reeleito Wilson Santos (PSDB), que deixou a prefeitura para disputar o Governo em 2010.
O republicano também aproveitou para criticar a atual gestão de Cuiabá, sob Chico Galindo (PTB). Para ele, quem anda por Mato Grosso vê que o interior está andando muito mais rápido do que Cuiabá. “O que vamos fazer com a Copa é apenas um arranhão no que Cuiabá precisa. Mas tenho certeza que a administração que Mauro fará será com maestria e dedicação e é por isso que estamos aqui. Não estamos pensando em programas políticos e composição”. O PR compõem chapa com Mauro, que tem João Malheiros como vice.
Último a pegar o microfone, após chorar ao som da música Nossa Senhora, do cantor Roberto Carlos, que cantarolou de mãos dadas às lideranças que lotavam o palco do ginásio, Mauro começou dizendo que queria fazer um discurso diferente, como se estivesse olhando nos olhos de cada um dos presentes para explicar o motivo pelo qual estava ali. Logo em seguida, o candidato berrou: “Eu quero ser e serei o próximo prefeito desta cidade”, sendo interrompido por batucadas e gritos.
Mauro também lembrou que há 4 anos estava ao lado de Maggi e novamente lamentou o fato de não ter sido eleito, embora tenha afirmado que não guarda rancor. “Estou aqui com a mesma vontade e determinação. Mesma ideia e sonho que me trouxeram para a política em 2008. Quero uma saúde mais justa, asfalto nos bairros, emprego, lazer, uma cidade limpa”. Como empresário, que mais uma vez tenta entrar para a vida pública, revelou ter o desejo de bater no peito e dizer com orgulho que é político. “Os políticos que mentem não terão espaço, neste ano a verdade vai vencer”.
Os socialistas tem 37 pré-candidatos a vereador e deixaram a ata em aberto na proporcional, a fim de definir coligação. Dentre as lideranças presentes estavam o presidente regional do José Roberto Stopa (PV), o deputado Emanuel Pinheiro (PR) e os vereadores republicanos Chico 2000 e Misael Galvão.
Biografia
Engenheiro, Mauro presidiu a Federação das Indústrias de Mato Grosso. Em 2008 disputou um cargo eletivo pela primeira vez, quando foi derrotado por Wilson Santos (PSDB), reeleito. Em 2010, tentou disputar o Governo, mas perdeu para Silval Barbosa (PMDB), também reeleito. Nos 2 pleitos obteve votação expressiva, sendo que na primeira vez chegou a levar a definição para o segundo turno. Agora, aos 48 anos, tenta o comando do Palácio Alencastro novamente, apontando como favorito nas pesquisas de intenção de voto.

 

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