Veja as cinco contradições entre o que disse Dr. Bumbum e os documentos da investigação policial

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Os dados são da entrevista coletiva de Denis Furtado na delegacia e o depoimento do taxista e as informações da direção do hospital Barra D’or para onde Lilian Calixto foi levada na noite de sábado. Dr. Bumbum e a mãe estão presos em Benfica desde a tarde desta sexta-feira. Depoimento de médico contradiz hospital sobre morte de bancária
O RJ2 listou as cinco contradições entre os documentos oficiais da investigação da polícia (depoimento do hospital e do taxista) sobre a morte da bancária Lilian Calixto e as declarações que o médico Denis Furtado, o Dr. Bumbum, fez nesta quinta-feira (19) durante entrevista coletiva aos jornalistas na 16ª DP, na Barra da Tijuca, nesta quinta-feira (19) após a prisão.
1 – Denis diz que o procedimento estético na bancária é realizado por volta das 18h e 19h de sábado (14). No depoimento na delegacia, o taxista, que esperou por Lilian no condomínio onde o médico mora, disse que por volta do mesmo horário ( às 18h27) a bancária mandou uma mensagem dizendo que a intervenção ainda não tinha começado. Segundo ele, às 21h06, ela mandou a última mensagem dizendo que demoraria mais uma hora e meia.
2 – o médico disse na entrevista que só no fim da noite Lilian disse que se sentia mal. Segundo ele, ela estava estável e não tinha dor. Ele contou que falou para ela “olha, é uma baixa de pressão”. Ele explicou que seguiu avaliando a paciente e por volta das 23h30 disse que ela teve uma queda de pressão leve. No entanto, a nota do hospital informou que a paciente deu entrada na emergência, às 23h de sábado e com um quadro extremamente grave. A diretora do hospital disse que a paciente apresentava sinais de taquicardia, dificuldade para respirar, pele azulada, que é sintoma de falta de oxigenação do sangue. Ela também suava muito. Ainda segundo a diretora, o exame inicial detectou taquicardia e pressão baixa. De acordo com o documento, a hipótese inicial foi de embolia pulmonar devido à aplicação do silicone.
3 – o médico disse na entrevista que saiu do hospital às 23h30 e que ficou lá até 01h30 de domingo. Mas o taxista disse que foi dispensado por Denis à 00h24.
4 – Denis Furtado nega que tenha encontrado o taxista para pagar dinheiro da corrida e da espera. Ele disse que quem fez o pagamento foi a empregada dele. No depoimento para a polícia, o taxista afirmou que foi o médico quem pagou os R$ 300 e ainda disse que Lilian estava bem.
5 – segundo o médico, Lilian morreu às 3h da madrugada. O boletim médico do hospital diz que a bancária morreu à 01h12 de domingo. O boletim diz que Lilian chegou lúcida e contou que tinha sido submetida a um implante de cerca de 300 ml de siliconte em ambos os glúteos.
O médico e mãe estão presos desde a tarde desta sexta-feira (20) na Cadeia de Benfica, na Zona Norte do Rio. Na noite desta quinta, os dois prestaram depoimento e depois foram dormir em celas separadas na delegacia da Barra da Tijuca. De madrugada eles tiveram uma crise d de hipertensão e foram atendidos pelo médico.
No depoimento que o médico prestou à noite ele disse que injetou 300 ml da substância polimetilmetacrilato 30% nos glúteos da paciente ( 150 ml m cada um ).
Na manhã desta sexta, o médico foi ouvido mais uma vez pelos investigadores. O depoimento durou quase três horas e além de aprofundar os fatos sobre o que aconteceu durante a intervenção estética em Lilian Calixto, os policiais querem descobrir detalhes sobre os homicídios que constam na ficha criminal de Denis e Maria de Fátima desde a década de 90.
No novo depoimento o médico disse que não sabia que era preciso ter registro profissional no Rio para fazer atendimentos esporádicos.
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