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Tufão nas Filipinas: governo confirma 1,8 mil mortes e teme surtos de doenças

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Uma pessoa morreu e 125 mil estão desabrigadas no centro do arquipélago das Filipinas após a passagem do Tufão Haiyan, que assola o país com ventos médios de 235 quilômetros por hora (km/h) e rajadas de 275 km/h.
Uma pessoa morreu e 125 mil estão desabrigadas no centro do arquipélago das Filipinas após a passagem do Tufão Haiyan, que assola o país com ventos médios de 235 quilômetros por hora (km/h) e rajadas de 275 km/h.

O número de mortes admitido pelo governo das Filipinas após a passagem do tufão Haiyan, localmente chamado de tufão Yolanda, foi elevado a 1.833 nesta quarta-feira (13). Os feridos são 2.623 e 84 estão desaparecidos. O número é inferior às estimativas de instituições internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), que trabalham com estimativas ainda mais trágicas, de até 10 mil mortes.

As informações divulgadas nesta quarta vieram do Conselho para a Gestão e Redução de Desastres das Filipinas, que atualiza os dados diariamente, à medida em que há confirmações e vítimas encontradas. Em entrevista do presidente do país, Benigno Aquino, a estimativa das autoridades locais é de que haja entre os 2.000 e os 2.500 mortos.

O tufão nas Filipinas deixou um rasto devastador na sexta-feira (8) em sua passagem pelo arquipélago. Até 11 milhões de pessoas foram afetadas, segundo a ONU. Foram deslocados 673 mil.

Relatos de agências internacionais de notícias descrevem ação de autoridades e instituições religiosas realizando enterros em massa, em valas comuns, com o objetivo de evitar surtos de doenças e epidemias. Pelo menos 150 corpos não identificados pelas autoridades filipinas foram enterrados em tais condições perto da igreja de Palo, na ilha de Leyte, segundo a agência EFE. Ao cenário de destruição, soma-se o odor de cadáveres espalhados pelas ruas sob os escombros.

O risco de epidemias de doenças como gripe e cólera são motivo de preocupação. Chuvas nos últimos dias em Tacloban e nas povoações vizinhas vem dificultando as buscas por vítimas e a circulação de alimentos e de ajuda.

Com informações da Agência Lusa

 

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