Tripulantes quebraram maxilar e perna após queda de aeronave em Mato Grosso

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Do: Olhar Direto

Reprodução

O piloto Marcelo Balestrin e o co-piloto John Cleiton Venera, tripulantes da aeronave Cessna Aircraft (PT-ICN), que caiu na última sexta-feira (30), próximo a região de Cáceres (218 quilômetros de Cuiabá), quebraram o maxilar e a perna. Eles estão internados no Hospital Santa Rosa, na capital mato-grossense e já passaram por cirurgia.

“Os dois já passaram por cirurgia e estão bem. O Marcelo sofreu uma fratura no maxilar e o John teve problemas na perna, fraturou alguns ossos, quebrou. Passaram por cirurgia e estão se recuperando, estão bem. Os dois tiveram o melhor tratamento possível, com atendimento da melhor qualidade desde que chegaram a Cuiabá”, comentou ao Olhar Direto Edson Ribeiro, que é amigo de Marcelo há 12 anos.

Os tripulantes continuam internados no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá. Agora, eles seguem em repouso para curar os ferimentos. Na chegada a Cuiabá, depois de serem resgatados, eles estavam conscientes e conversando.

Os dois tripulantes ficaram desde sexta-feira (30) no local, até serem resgatados na última terça-feira (04), por equipes da Força Aérea Brasileira (FAB), que estava com duas aeronaves na região. Antes, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também deu apoio nas buscas.

Edson também contou à reportagem que os pilotos disseram que “o mau tempo ocasionou o acidente. Estava muito ruim e a aeronave não é de navegação por instrumento, é de voo visual. Chegando aqui, estava muito fechado o tempo, eles não conseguiram ultrapassar e colidiram contra a copa de uma árvore”.

A aeronave teria decolado de Pimenta Bueno (RO) e teria como destino Santo Antônio do Leverger, na sexta-feira (30).

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião é um modelo 182P, Cessna Aircraft, fabricado em 1972, pertencente a Wilson Cheris Vera e que está com o certificado de aeronavegabilidade cancelado, em situação irregular.

Resgate

Ao todo, foram aproximadamente 30 militares do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) envolvidos nos quatro dias de buscas. Mecânicos do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV) também compuseram a tripulação. A FAB também teve apoio desde sexta-feira do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

“Já era o quarto dia de buscas e decolamos por volta das 17h para fazer um padrão onde ainda não havíamos passado com o helicóptero. Cerca de uma hora depois da decolagem ouvimos o sinal do ELT [Emergency Locator Transmitter] e continuamos circulando na região. Logo depois, nossa tripulação avistou a aeronave e já dava pra ver o pessoal acenando pra gente, mostrando que estavam vivos”, conta o Tenente Aviador Fábio Rachildes Pinto.

O resgate dos pilotos foi feito já perto do cair da noite: “Pousamos em uma área próxima, os resgateiros desembarcaram e já fizeram a ação inicial, imobilizaram os dois nas macas e levaram para o helicóptero. Mais ou menos às 19h estávamos prontos para decolar. No pouso em Cuiabá a ambulância já estava esperando para levá-los ao hospital”, completou o militar.

A operação de busca e salvamento teve início no sábado (1) e foi coordenada pelo Salvaero Manaus, contando também com a participação da aeronave SC-105 Amazonas, que realizou mais de 40 horas de voo durante as buscas.

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