Sem identidade, Cruzeiro parte para quinto técnico em duas temporadas

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Vagner Mancini

G1

Antes de Vágner Mancini, que pediu as contas nessa quarta, clube teve
Emerson Ávila, Joel Santana e Cuca, esses últimos todos em 2011

Virou quase que rotina no Cruzeiro: após a “era Adilson Batista”, que ficou no clube entre 2008 e 2010, nenhum técnico conseguiu fincar raízes na Toca da Raposa II. Agora, com a saída de Vágner Mancini, o clube parte para o quinto técnico em dois anos. Antes dele, que ficou oito meses, passaram Emerson Ávila, Joel Santana e Cuca, todos esses em 2011.
Essa mudança constante dos técnicos acontece no mesmo momento que o Cruzeiro enfrenta dificuldades dentro e fora de campo, um clube ainda em busca de identidade. O “recorte” para esses problemas é claro: desde a eliminação do Cruzeiro da Taça Libertadores, em 2011, nas oitavas de final, o torcedor vive de sobressaltos.
Desses últimos quatro treinadores, apenas Cuca conseguiu bons resultados. Ele, que chegou em agosto de 2010, levou o time ao vice-campeonato brasileiro daquele ano. No ano seguinte, foi campeão mineiro, mas levantou a taça após o baque da eliminação para o Once Caldas-COL. O time, naquela ocasião, começou a sofrer com jogadores lesionados, além da saída de vários titulares.
O ano que não acabava
Na sequência, a solução encontrada foi Joel Santana. O começo dos trabalhos foi bom, com cinco vitórias em seis jogos. A partir daí, teve quatro resultados negativos. Intercalando derrotas e vitórias, o revés para o Figueirense, por 4 a 2, em casa, decretou a saída de Joel.
Flertando com a parte de baixo da tabela, o Cruzeiro optou por uma “solução caseira”: Emerson Ávila, à época, coordenador das categorias de base. O treinador, que ficou menos de um mês, deu lugar a Vágner Mancini.
Com a chegada de Mancini, a missão era clara: manter o time na primeira divisão. A tarefa, com dificuldades, foi cumprida. A permanência de Mancini para a temporada seguinte chegou a ser posta em xeque, porém, a goleada histórica de 6 a 1 sobre o Atlético-MG, na rodada final do Brasileirão, foi o passaporte para 2012.
Fora das quatro linhas, as mudanças dos bastidores eram intensas, com a saída de Zezé Perrella e, por tabela, da dinastia que comandou o clube por mais de uma década, para a entrada de Gilvan de Pinho Tavares.
Neste ano, com um time bem diferente daquele que começou a temporada 2011, com jogadores menos badalados e uma diretoria menos disposta a gastos, o Cruzeiro se planejava para três competições: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Dessas, as duas primeiras ficaram para trás. 
No estadual, o Cruzeiro ficou nas semifinais, eliminado pelo América-MG, time da Série B. Já na competição nacional, eliminação nas oitavas de final, para o Atlético-PR, também da segunda divisão. Agora, às vésperas de iniciar o Brasileirão, mais um técnico, o quinto em duas temporadas, é procurado pela diretoria. Segundo o presidente celeste, Gilvan Tavares, o nome deve ser anunciado até segunda-feira. Vários nomes são especulados, entre eles Adilson Batista, Jorge Sampaoli, entre outros.