Resistência de capim-pé-de-galinha é tema de Circular Técnica do IMAmt

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“Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) em Mato Grosso: resistência a herbicidas inibidores da ACCase e indicação de sítios de ação alternativos” é o título da mais recente Circular Técnica do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMAmt).
Assinada pelos pesquisadores Edson de Andrade Junior e Leonardo Bitencourt Scoz, do IMAmt, e pelos professores Anderson Luis Cavenaghi, do Univag – Centro Universitário, e Sebastião Carneiro Guimarães, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Circular Técnica nº 38 apresenta resultados de estudo de monitoramento realizado entre 2012 a 2016 sobre a resistência de uma das plantas daninhas mais frequentes em lavouras de algodão de Mato Grosso.
O capim-pé-de-galinha (E. indica) é altamente adaptável ao clima e ao solo de Mato Grosso, além de ser hospedeira de diversos agentes patogênicos que atacam plantas cultivadas, como Helminthosporium spp., Meloidogyne incognita, Rotylenchus reniformis ePratylenchus pratensis.
De acordo com os autores da Circular Técnica nº 38, os cotonicultores mato-grossenses, que cultivaram 795 mil ha de algodão na safra 2017/18, vêm enfrentando o aumento de áreas com resistência de plantas daninhas a herbicidas:
“Entre as espécies de plantas daninhas mais frequentes em lavouras anuais, a importância do capim-pé-de-galinha aumentou nos últimos anos em função de falhas constantes na eficácia de controle com herbicidas inibidores da ACCase, o que tem resultado em infestações intensas em áreas de cultivo de soja, algodão e milho”.
Uma possibilidade de manejo dessa planta daninha é a utilização de cultivares de algodão, soja e milho resistentes ao glyphosate, mas também já há relatos de biótipos da E. indica resistentes a glyphosate em vários países, inclusive no Brasil, alertam os autores do estudo.
Para a realização desse estudo, foram coletadas sementes de plantas daninhas em todas as regiões produtoras de algodão de Mato Grosso, principalmente em áreas onde o capim-pé-de-galinha havia sobrevivido a pelo menos uma aplicação de tratamento com  herbicida contendo inibidores da ACCase, entre os anos 2012 e 2016.
Após tratamento, essas amostras foram submetidas a seis tipos de tratamento, sendo um sem a utilização de herbicidas e os demais com diferentes doses dos dois herbicidas em avaliação. Por meio de gráficos e tabelas é possível verificar os resultados, como a percepção de que a resistência aos herbicidas inibidores da ACCase é comum em todas as regiões produtoras de algodão de Mato Grosso.
Na avaliação dos autores da CT nº 38, “a continuidade de trabalhos de localização e confirmação de casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas é importante
para reduzir a expansão do problema e para conscientizar os produtores da necessidade de rotação de herbicidas com diferentes sítios de ação, o que é atualmente realizado de modo a atender a demanda dos GTAs (Grupo Técnico do Algodão) das áreas algodoeiras de Mato Grosso’.
Para saber mais sobre o estudo realizado e seus resultados, confira aqui a íntegra da CT nº 38.

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