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PM e marido de enfermeira encontrada morta afirmam que só queriam dar “susto” em vítima

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Do: Olhar Direto

Foto: Reprodução

O policial militar Marcos Vinicius Pereira Ricardi e Ronaldo da Rosa alegaram à polícia que queriam dar apenas um “susto” na enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, que foi encontrada morta em um córrego em Sinop (a 420 km de Cuiabá) na manhã desta terça-feira (8). Ronaldo era marido da vítima. O crime também teria sido motivado por por constantes discussões entre os três.

“Ele disse que a ideia inicial era apenas dar um susto na vítima, simulando uma tentativa de roubo, porém, a situação saiu do controle e eles acabaram matando a vítima”, informa o delegado Carlos Eduardo Muniz, responsável pelo caso. “A motivação ainda precisa ser verificada uma vez que essa é a versão apresentada pelo policial militar e o marido da vítima continua foragido”, completa.

Com base nas evidências, o delegado lavrou o flagrante contra Marcos Vinícius pelo crime ocultação de cadáver (crime de natureza permanente) e também representou pela prisão preventiva do suspeito e do marido da vítima, Ronaldo da Rosa pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

De acordo com a nota divulgada pela Polícia Militar de Sinop, Marcos Vinicius já estava afastado das funções militares e respondia processo demissório. Deste modo, por se tratar de crime cometido fora no exercício da função militar, a apuração ocorre na esfera civil.

O caso

Conforme o boletim de ocorrência, o marido de Zuilda procurou a delegacia para registrar o desaparecimento da enfermeira. No veículo dela foram encontrados sinais de manchas com sangue e fios de cabelo. Ele afirmou que passou no hospital onde ela trabalha para buscá-la após o término do plantão. Como ele estava trabalhando com venda espetinhos, deixou a mulher em casa e voltou ao trabalho. Como ela não apareceu, ele resolveu retornar por volta das 20 horas.

Na casa, o homem constatou que a mulher e uma Toyota SW4 preta não estavam no local. Como disse ter achado que ela estava na igreja, resolveu voltar para o trabalho. Já por volta das 21 horas, encontrou a caminhonete estacionada em frente a residência e trancada.

Leia a nota da PM na íntegra:

O Comando do 3º Comando Regional da Polícia Militar, com sede em Sinop, informa que tão logo tomou conhecimento da acusação que pesa sobre o soldado PM determinou que oficiais militares acompanhassem as ações da Polícia Civil com o intuito de colaborar para o esclarecimento do homicídio da enfermeira e a participação do militar. Nesse sentido, desde a tarde e ontem(07) uma equipe do 3º CR diligencia conjuntamente com a Polícia Civil.

O soldado em questão está já estava afastado das funções militares respondendo processo demissório. E a PM esclarece que por se tratar de crime cometido fora no exercício da função militar a apuração ocorre na esfera civil, nesse caso específico na Delegacia de Homicídios de Sinop.

Todavia, a conduta do policial será objeto de apuração interna na PM, por meio da Corregedoria. A PM de Sinop permanece à disposta para auxiliar as investigações e reforça que o compromisso diário da instituição é em defesa da sociedade.

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