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PF prende executivos do Grupo Petrópolis em nova fase da Lava Jato

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Com: Reuters

*Presidente do grupo Petrópolis teve mandado de prisão expedido em seu nome e é um dos alvos dessa operação da PF. (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (30), executivos do Grupo Petrópolis como parte de uma nova fase da operação Lava Jato, desta vez em investigação sobre pagamento de propinas travestidas de doações eleitorais pelo grupo cervejeiro em parceria com a Odebrecht, informaram a PF e o Ministério Público Federal (MPF).
Segundo o Ministério Público, o empresário Walter Faria, controlador do Grupo Petrópolis, teve mandado de prisão preventiva expedido contra ele pela Justiça Federal do Paraná, e outros cinco executivos são alvos de mandados de prisão temporária. As autoridades não informaram de imediato quantas prisões foram cumpridas no início da manhã.
O Grupo Petrópolis é suspeito de ter lavado R$ 329 milhões entre 2006 e 2014 no interesse da Odebrecht, e também teria utilizado conta na Suíça para intermediar o repasse de mais de 3 milhões de dólares de propina da Odebrecht relacionada a contratos dos navios-sonda da Petrobras, de acordo com o MPF.
Em contrapartida, a empreiteira investia em negócios do grupo investigado.
As investigações da PF e do MPF apontaram para o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral realizada por empresas do grupo, que também teria auxiliado a Odebrecht a pagar valores ilícitos de forma oculta através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior.
“A suspeita é que offshores relacionadas ao Grupo Odebrecht realizavam no exterior transferências de valores para offshores do grupo investigado, o qual disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais”, afirmou a PF em comunicado.
“O esquema desenvolvido com o grupo investigado é uma das engrenagens do aparato montado pela Odebrecht para movimentar valores ilícitos destinados sobretudo para pagar propina a funcionários públicos da Petrobras e da administração pública brasileira e estrangeira”, acrescentou.

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