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Operação para desvirar o Costa Concórdia pode provocar tsunami

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Ilze ScampriniIlha do Giglio, Itália
Começou na costa italiana uma das mais complexas operações náuticas da história: o resgate do navio Costa Concórdia. Por enquanto, tudo corre dentro do previsto. Quase R$ 2 bilhões foram investidos na operação.

Segundo cálculos dos responsáveis, se algo der errado pode-se formar uma onda de 4 metros. Chefe a Defesa Civil avisou que não há um plano B.
Segundo cálculos dos responsáveis, se algo der errado pode-se formar uma onda de 4 metros. Chefe a Defesa Civil avisou que não há um plano B.

Até agora, cinco pessoas foram condenadas por homicídio por causa do naufrágio que deixou 32 mortos. O comandante do navio aguarda julgamento.
Voltamos à Ilha do Giglio 20 meses depois do naufrágio. Naquela noite de 13 de janeiro de 2012, o comandante Francesco Schettino se aproximou demais da ilha toscana e bateu nas pedras.
Hoje, o casco tombado do Costa concórdia, onde viajavam 4,2 mil pessoas e onde 32 perderam a vida, está rodeado de plataformas construídas especialmente para o seu complexo resgate.
Pela primeira vez na história um navio desta dimensão, de 114 mil toneladas e 300 metros de comprimento, será literalmente puxado das pedras de granito que cortaram um dos seus lados.
A operação começou com três horas de atraso, por causa da forte chuva da madrugada. Quinhentas pessoas, de 26 nações, trabalham para que o Costa Concórdia possa flutuar até um porto vizinho para cumprir o seu destino final: o ferro-velho.
Para voltar à posição vertical, o casco será endireitado em 65 graus, um trabalho que deve durar até 12 horas. Cinquenta e seis grossas correntes de aço, cada uma delas de 26 toneladas e de 58 metros de comprimento, irão levantar o lado que tombou nas pedras. Com muito cuidado para não deformar o fundo, que depois será apoiado sobre um fundo artificial, construído embaixo d’água.
Mas os temores são muitos. Um dos riscos da operação é que a rotação do navio possa provocar um tsunami, uma onda de quatro metros de altura, segundo os cálculos dos responsáveis. O Porto de Giglio será esvaziado e os jornalistas estão em uma parte mais alta da ilha.
Outro perigo, o mais importante, é que a plataforma submersa onde o casco será apoiado não aguente o peso dele. Neste caso, o Costa Concórdia iria parar a 70 metros de profundidade e ficaria lá para sempre, provocando muitos danos ao meio ambiente.
Foram erguidas barreiras anticontaminantes ao redor do navio. E também está previsto o bombeamento de líquidos tóxicos que podem vazar durante a operação, que já custou o equivalente a quase R$ 2 bilhões, pagos pela companhia do Costa Concórdia e seguradoras.
O chefe da Defesa Civil, Franco Gabrielli, afirmou que o resgate tem 90% de chances de ser bem sucedido e que não existe um plano B.

 

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