O Peixe devolve derrota com juros e humilha o Bolívar

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Estádio da Vila Belmiro
O Santos devolveu com juros e apresentação de gala as hostilidades recebidas na Bolívia há duas semanas e aplicou goleada humilhante (8 a 0) no Bolívar, ontem à noite, na Vila Belmiro. O espetáculo teve até gol de letra de Paulo Henrique Ganso. Com o resultado, o Peixe se credenciou a enfrentar o argentino Velez Sarsfield nas quartas de final da Libertadores. O primeiro confronto será em Buenos Aires. Em 1961, o time de Pelé fez sua maior goleada no torneio ao emplacar 9 a 1 no Cerro Porteño.
Por ter perdido o jogo de ida por 2 a 1, a equipe brasileira precisava vencer por placar simples (1 a 0). Nada complicado para um time já acostumado ao mata-mata nos mais variados torneios. Desde 2010, foram 14 vitórias em eliminatórias , com jogos de ida e volta, entre Paulista, Copa do Brasil, Sul-Americana e Libertadores.
Os bolivianos mal tiveram tempo de esquentar e, com cinco minutos, Elano abriu a porteira em chute forte de fora da área. A bola ganhou efeito e não deu chance de defesa para o goleiro Arguello.
<!–[if !supportEmptyParas]–> Neymar, como já era esperado, deu show com seus dribles desconcertantes e não raras vezes era cercado por dois, três adversários. Apesar de algumas jogadas de efeito, o Peixe atuou com objetividade, rapidez, trocas de passes e lançamentos precisos.
Com o estádio lotado, os santistas tiveram tranquilidade para tocar e ampliar sem muito esforço. Aos 22 minutos, após bate-rebate na área, Edu Dracena foi derrubado, Neymar cobrou e marcou.
Aos 27, após lançamento de Elano para Neymar, a  Jóia  cruzou rasteiro para a pequena área e Ganso, de letra, fez o gol mais bonito da noite. Atordoados, os bolivianos, coadjuvantes ao longo da partida, sequer levaram perigo à meta de Rafael e, aos 34, viram Alan Kardec fazer 4 a 0 em jogada de contra-ataque. Ele avançou do meio e bateu no canto direito de Arguello.
Dois minutos depois, Neymar recebeu pelo lado esquerdo, invadiu a área e chutou rasteiro, no canto direito (5 a 0).
<!–[if !supportEmptyParas]–> Após o intervalo, o Santos não deu refresco e manteve o ritmo frenético que tanto empolgou os cerca de 15 mil alvinegros nas arquibancadas.Aos cinco minutos, Elano fez o segundo dele e o sexto do Santos. Aos sete, Ganso anotou o sétimo cobrando falta e, aos 16, Borges, que entrou no segundo tempo, fechou a contagem.
 
Jóia, o maior artilheiro do Santos após era Pelé
Com os dois gols marcados ontem diante do Bolívar, Neymar chegou ao 106º e quebrou outra marca. Tornou-se o maior artilheiro do Santos após a era Pelé. Assim, passou à frente de Serginho Chulapa e João Paulo, que fizeram 104 cada, e já é o 16º maior artilheiro na história do clube.
Apesar da marca e de toda a celebração, a Jóia deixa os números de lado. “É muito bom fazer gols, fico feliz e o time tem me ajudado muito, mas o importante no momento é que demos mais um passo importante e atingimos o objetivo, que era a classificação.”
Neymar também comentou as provocações e hostilidades recebidas no primeiro jogo, na Bolívia. “Como já tínhamos dito, a resposta viria em campo. Não precisávamos fazer as mesmas coisas.”
Ganso mais uma vez ajudou a fazer a diferença e, como há algum tempo não se via, foi muito aplaudido pela torcida durante a partida, principalmente depois do belo gol.
Além dos dirigentes e do técnico Muricy Ramalho, Neymar recebeu apoio da torcida contra a violência em campo. Antes do duelo, alguns torcedores exibiram faixas do lado de fora da Vila para divulgar abaixo-assinado contra as bordoadas recebidas pelo craque.
 
O idealizador Sérgio Moura, vice-presidente da Associação Brasileira de Ciclistas de Santos, espera atingir 3.000 assinaturas. O objetivo é proteger jogadores diferenciados como Neymar das pancadas dos zagueiros. Até minutos antes do jogo, tinha recolhido 1.600 assinaturas, que serão entregues ao presidente da CBF, José Maria Marin. “Ele faz firulas, mas estamos preocupados. Acho que a qualquer momento pode se machucar seriamente”, disse Moura