O milho em Mato Grosso representará 18 % da safra brasileiro

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Das lavouras mato-grossenses de milho segunda-safra (2011/12) devem ser colhidas 11.734 milhões de toneladas, segundo estimativa do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), relatada no último boletim semanal do milho, divulgado nesta segunda-feira.

O montante corresponderá a 18% da produção nacional do cereal, levando-se em consideração os dados da consultoria Céleres, divulgados também nesta segunda-feira. Segundo a consultoria, a produção nacional de milho no atual ciclo está estimada em 65 milhões de toneladas.

A importante fatia de 18% será conquistada graças aos aumentos de área plantada e de produtividade em Mato Grosso. Os agricultores do Estado ampliaram as lavouras de milho em 43% em relação à safra anterior. No ciclo 2011/12 foram semeados 2.5 milhões de hectares com o cereal, enquanto que, no período anterior, 1.7 mi/ha.

Já o aumento de produtividade média – graças ao uso de tecnologias e de sementes com melhoramento genético mais apurado – saltará de 67 sacas por hectare, conforme o Imea, para 78 sc/ha na atual safra – ganho de 17.4%.

A somatória dos dois incrementos – de área plantada e de produtividade por hectare – representará um recorde na produção de milho em Mato Grosso, alcançando a casa das 11.734 milhões de toneladas, o que representa 67.8% de aumento em relação ao que fora colhido na safra anterior, 6.9 mi/t.

Mercado interno de milho:

O cultivo do cereal em Mato Grosso atingiu a comercialização em 60% em várias regiões do Estado e as expectativas são boas para esta safra. A produção está correspondendo à satisfação dos agricultores. Em alguns municípios a comercialização atual está um pouco lenta e a falta de negócios deixou o mercado sem movimentos para o cereal.

Os produtores não consideram o preço atrativo e seguram a comercialização. O preço tem seguido uma tendência de queda em todo o Estado. A média semanal em Rondonópolis, na região Sul de Mato grosso, foi de R$ 17,88 a saca e, em Sorriso, no Norte do Estado, R$ 14