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Mato Grosso Saúde esclarece as principais dúvidas sobre o câncer de mama

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A oncologista clínica credenciada ao Mato Grosso Saúde, Carla Nakata, fala sobre a doença que mais mata mulheres no mundo

Fernando Campos | Mato Grosso Saúde

*Mulheres devem começar a fazer mamografia a partir dos 45 anos – Foto por: Fernando Campos

O câncer de mama é a doença mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), apenas em 2019 o Brasil deverá registrar quase 60 mil casos da doença, sendo 680 em Mato Grosso e 220 em Cuiabá. A região com maior concentração de casos é o Sudeste, com 30.880.
A maior parte dos cânceres mamários é descoberta pelas próprias mulheres, ao realizarem o autoexame. No entanto, a doença só é clinicamente detectada com a realização de exames laboratoriais de imagem. O diagnóstico precoce aumenta as chances da cura da doença.
A médica oncologista credenciada ao Mato Grosso Saúde, Carla Tyene Nakata, explica que a idade indicada para a realização do exame mamográfico depende dos fatores de risco aos quais a paciente está sujeita.
“Existem outras informações quanto a idade ideal para realizar o exame. O importante é conversar com o seu médico e levar em conta o histórico familiar da paciente: se há casos ou não, o estilo de vida, por exemplo. Mas o ideal seria que mulheres a partir dos 45 anos já começassem a realizar o exame preventivo da mama a cada dois anos. Para as mulheres com idade superior aos 70 anos, os exames são mais para um acompanhamento de rotina, levando em conta os hábitos saudáveis dessa pessoa”, explica a médica.
Para a médica, além dos fatores hereditários, outro risco, mesmo que pequeno, é a reposição hormonal com a utilização de anticoncepcionais. “Hoje em dia quase toda mulher toma anticoncepcional, que contém altas doses de hormônio, e essa sobrecarga é um fator de risco para o surgimento do tumor maligno. Não obrigatoriamente quem toma medicamento contraceptivo desenvolverá o câncer de mama. Não é isso. Mas essa mulher deve sempre estar atenta e fazer o acompanhamento ginecológico, que é fundamental”, explica.
Notei algo diferente na mama, o que devo fazer?
O médico ginecologista é quem costuma a acompanhar a saúde da mulher com exames de rotina. Muitas vezes, este médico detecta as anomalias e realiza os encaminhamentos. Com o câncer de mama não é diferente.
“Esse profissional pede a mamografia, ou o ultrassonografia da mama, e dependendo do caso já encaminha a paciente para outros médicos”. A doutora Carla Nakata lembra que não necessariamente a paciente diagnosticada com um tumor precisa retirar a mama inteira. A decisão é tomada por um cirurgia, por um oncologista e provavelmente por um radioterapeuta.
Quem tem silicone pode fazer mamografia?
O silicone não é um impedimento para a realização da mamografia, esclarece a médica. “A prótese não é um problema, ou uma desculpa para não realizar os exames. Como a prótese fica atrás da glândula mamária, o aparelho comprime apenas a região dessas glândulas, não correndo o risco da prótese estourar e nem interferir no resultado do exame”, esclarece.
Fui diagnostica, e agora?
Após o diagnóstico, vários passos devem ser seguidos cuidadosamente e com paciência. Carla Nakata lembra que o tratamento passa por três etapas: cirurgia, quimioterapia ou hormomioterapia, e radioterapia em alguns casos. “Então, é uma equipe multiprofissional que vai prestar todo o suporte e acompanhamento. Fora isso, também entram os fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos, que também são importantes para dar o melhor tratamento”.
O acompanhamento psicológico é um ponto importante para a saúde mental da paciente diagnosticada.
Homens podem ter câncer de mama?
Sim, embora seja raro. De acordo com o Inca, 1% do total de casos da doença são registrados com o público masculino. Portanto, os médicos que acompanham a saúde do homem também devem ficar atentos.
“É raro acontecer, mas, quando acontece, os sintomas são semelhantes aos da mulher. Um caroçinho diferente que muitas vezes não dói, crescimento anormal da mama, o bico do peito pode apresentar alteração, às vezes o mamilo pode entrar, ou a pele ter uma retração. Em alguns casos a pele também pode ter um aspecto de inflamação: quente, vermelho, endurecido, com uma aparência que costumamos chamar de casca de laranja. Essa última situação é mais rara, mas pode acontecer. O mais comum mesmo é o caroço indolor e com crescimento”.
Tumor benigno pode se tornar maligno?
A oncologista lembra que existem lesões benignas na mama que precisam ser apenas acompanhadas, como o cisto ou adenomas, que não se transformarão em câncer. Por outro lado, algumas lesões são precursoras do carcinoma e tem mais chances de se desenvolver. “Tudo vai depender do resultado da biópsia dizendo qual o tipo do tumor da paciente. Após avaliação é sugerida a retirada parcial, ou total, da mama para evitar a evolução do quadro clínico para um tumor maligno”, explica Carla.
A neoplasia maligna, outro nome dado ao câncer de mama, é categorizada em subtipos, tornando o tratamento mais efetivo. “Hoje não é tratado o câncer de mama igual para todas as mulheres justamente por conta dos subtipos. Cada mulher faz uma sequência de tratamento diferente, possibilitando um tratamento dirigido para cada subtipo. Pode ser a quimioterápico, o hormonioterapia, a radioterapia”, informa.
É importante levar os exames antigos
Manter os resultados de exames anteriores é uma forma de acompanhar e rastrear as doenças. “Mais importante do que olhar a mamografia atual é o médico comparar como estava no passado para saber se houve alguma alteração. Muitas vezes as pacientes não levam os exames e quando nos deparamos com alguma alteração não sabemos dizer se a lesão já estava no local, se é algo novo. Isso evita novos procedimentos, novas intervenções, até mesmo invasivas, para a solução do caso”.
A médica lembra que 80% dos casos da doença ocorrem ao acaso e que apenas uma pequena parcela tem relação genética. É importante que parentes de primeiro grau de mulheres que tiveram câncer de mama antes dos 50 anos realizem o rastreio 10 anos antes da idade com que a mãe foi diagnosticada. Por exemplo: se a mãe foi diagnosticada aos 40, o ideal é que a filha comece a realizar exames a partir dos 30 anos.
Quem teve câncer de mama pode ter outros tipos de câncer?
Sim, a paciente não fica imune contra outros tipos da doença. “O risco não diminui de outras partes desenvolverem um carcinoma, ele é igual a uma pessoa que nunca teve, ou maior, dependendo do tipo do câncer. No caso das mulheres, por exemplo, o tratamento é feito com um bloqueador do estrógeno e da progesterona, que são hormônios que a mulher produz, isso diminui a chance dela ter câncer de endométrio, que é do útero, mas não a protege de um câncer de intestino”.
Qual a relação entre obesidade e câncer?
Obesidade é o principal fator de risco, segundo a médica oncologista. “Costumamos dizer que o obeso é um inflamado crônico, pois tem bastantes enzimas inflamatórias que caem na corrente sanguínea, podendo interferir na divisão celular favorecendo o surgimento do câncer por conta desses radicais livres que prejudicam a multiplicação correta das células”.
Já para o câncer de mama, o aumento do peso está relacionado, inclusive ao aumento da produção hormonal.
“A mulher tem a produção de testosterona também, em menor quantidade, que associado ao adipócito (célula de gordura) transforma a testosterona em estrogênio, responsável por estimular as glândulas mamárias, e os riscos da pessoa desenvolver o câncer na mama é maior por conta desse estímulo extra”.
A prevenção é a melhor maneira de cuidar da saúde, e o Mato Grosso Saúde conta com uma rede médica preparada para diagnosticar às diversas demandas de saúde.
A Dra. Carla Nakata atende os pacientes do Mato Grosso Saúde na clínica Oncomed, também uma clínica credenciada ao Plano de Saúde do Servidor do Estado. Acompanhe o Guia Médico aqui.

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