JAC T40 tenta agradar o mercado brasileiro com câmbio CVT e motor 1.6 de 138 cv

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Do: Primeira Marcha

O mercado brasileiro tem peculiaridades curiosas. O câmbio CVT, por exemplo, é o preferido em determinados segmentos, como o dos SUVs. A JAC, que precisa fazer volume e rentabilizar suas operações aqui, resolveu ir direto ao ponto e lançar o T40 com a caixa continuamente variável e, de quebra, novo motor.

Desta forma, o conjunto traz, além de conforto, desempenho mais interessante ao hatch aventureiro com ares de SUV – ou vice-versa. O motor 1.6 16V a gasolina de 138 cv se mostra bem disposto em relação à versão manual 1.5 16V flex de 125/127 cv, principalmente nas arrancadas.

O desempenho em altas rotações é cadenciado e gradual, bem ao estilo CVT. A caixa evolui sem trancos, mas também sem qualquer emoção. Nas retomadas é preciso atenção. O torque de 17,1 kgfm só começa a se apresentar mesmo acima das 3.000 rpm e a transmissão evolui como uma enceradeira. Mas o ganho no conforto ao rodar é inquestionável.

A boa notícia é que o ruído do motor não impera na cabine. Pena que os barulhos de vento são inevitáveis devido às falhas de vedação nas janelas. A versão CVT vem com acabamento de couro com costuras vermelhas nos bancos e no painel, o que empresta certo requinte ao ambiente, mas as peças de plásticos das portas têm rebarbas e encaixes falhos.

A posição de dirigir é boa, só que o volante merecia pegada melhor. Além disso, a direção com assistência elétrica pede uma calibragem melhor: não é nem tão suave na hora de estacionar e fica muito imprecisa em altas velocidades na estrada, pedindo correções de trajetória a todo o momento.

Já a suspensão McPherson na frente se sai bem, enquanto a traseira por eixo de torção poderia absorver melhor as imperfeições do piso. Os passageiros de trás costumam sacolejar um pouco além da conta quando o T40 passa nos buracos.

O quadro de instrumentos foi mudado para essa versão CVT 1.6 – e chegará à linha 2019 do 1.5. Em peça única, tem elementos mais claros e tela com visualização melhor. Segundo a JAC, era uma queixa dos compradores do T40 no Brasil, e até dos chineses da matriz.

Outros equipamentos vieram na carona da configuração CVT. Ar-condicionado automático, sensores de estacionamento dianteiros e sistema start/stop se juntam ao já interessante pacote de itens do T40, que inclui controles de estabilidade e tração, assistente à partida em rampas, Isofix, monitoramento dos pneus, câmera de ré, câmera frontal, retrovisor eletrocrômico, entre outros.

A central multimídia com tela de 8” tem operação ruim. Traz câmera de ré, mas não tem GPS, de acordo com a JAC, porque o mercado usa os aplicativos de navegação, como Waze e Google Maps. Contudo, o sistema sequer oferece espelhamento de smartphones.

O T40 CVT é R$ 10 mil mais caro que o modelo manual, que continuará com o motor 1.5 para ser a opção em conta na linha. O 1.6, por enquanto, só vai beber gasolina e deve virar flex até o fim do ano ou quando o modelo passar a ser montado no Brasil, em 2019. Mesmo assim, a JAC espera que a versão automática dobre os emplacamentos do SUV (para 600 unidades/mês) e responda por 66% das vendas.