Facebook perde US$ 128 bilhões e ações operam com queda de 19%

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Um dia após perder US$ 128 bilhões em valor em apenas algumas horas após o fechamento do mercado, o Facebook vê suas ações operaram com baixa de 19% nesta quinta-feira, 26.
O preço dos papéis, cotados em cerca de US$ 175, refletem o pessimismo dos investidores após a divulgação dos resultados financeiros da empresa na última quarta-feira, 25 – com projeções ruins e imagem arranhada por diversos escândalos, o Facebook viu suas ações serem negociadas com queda de 20% depois do pregão de ontem, fazendo o valor da empresa cair.
Só o presidente executivo Mark Zuckerberg viu sua fortuna cair em US$ 16 bilhões. A queda das ações do Facebook também derrubou o mercado de tecnologia.
A perda de valor de mercado registrada na noite de ontem superou os US$ 95 bilhões de desvalorização no auge do caso Cambridge Analytica. O caso mostrou como o Facebook tomou uma série de decisões erradas nos últimos anos ao não proteger a privacidade de seus usuários – no escândalo, a consultoria obteve indevidamente as informações de 87 milhões de pessoas pela rede social. A empresa também enfrentou críticas por permitir a propagação de notícias falsas durante a campanha presidencial dos EUA, em 2016.
A onda de notícias negativas fez o Facebook mudar suas políticas de privacidade e segurança. Mark Zuckerberg, cofundador da rede social, deu explicações nos EUA e na Europa. O trabalho de contenção de crise parecia ter dado resultado. “A credibilidade do Facebook com investidores foi afetada. Se os resultados e projeções fossem bons, o impacto poderia não acontecer. Mas não foi o caso”, disse o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Pedro Waengertner.
No fim de junho, o Facebook atingiu 2,23 bilhões de usuários ativos mensalmente em sua rede social – aumento de 1,54% na comparação com o primeiro trimestre de 2018. É o menor ritmo de crescimento de usuários da empresa em três anos – e metade da média para o período, que ficou acima de 3% por trimestre. Em mercados desenvolvidos, o resultado foi ainda pior: nos EUA, a empresa ficou estável em 241 milhões de usuários. Na Europa, onde uma nova legislação de privacidade de dados entrou em vigor em maio, o Facebook perdeu 1 milhão de usuários, caindo para 376 milhões de cadastros ativos todos os meses.