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Condenado a 100 anos de prisão e alvo da ‘Mercenários’, ex-cabo foge de batalhão da Rotam

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Do: Olhar Direto

 

Condenado a mais de 100 anos de prisão e um dos alvos da ‘Operação Mercenários’, o ex-cabo da Polícia Militar, Helbert de França Silva, fugiu das instalações da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), no último domingo (06). O Comando Geral da PM informou que foi instaurado um procedimento para investigar o fato.

Equipes da PM realizaram diligências internas no quartel Rotam, em áreas do entorno, endereços de parentes e outros locais sem que o ex-militar fosse localizado. Em seguida o comando da unidade formalizou comunicado da fuga ao Comando Geral.

O ocorrido foi formalizado nesta segunda-feira (07) à 1ª Vara Criminal de Cuiabá. Apenado pela Justiça e expulso da PM em ato publicado na semana passada, o ex-cabo permanecia recolhido na unidade por conta de determinação judicial, após recurso interposto por sua defesa.

A fuga está sendo apurada por meio de uma sindicância instaurada pelo comando do Batalhão Rotam cuja tramitação tem o acompanhamento da Corregedoria Geral da PMMT.

Operação ‘Mercenários’ – Fase 1

A ‘Operação Mercenários’, deflagrada na terça-feira (26), prendeu 17 pessoas acusadas de formar um suposto ‘grupo de extermínio’. Entre os detidos estão seis policiais militares e seis vigilantes. Ao todo, eles teriam participado de ao menos cinco homicídios entre os meses de março e abril de 2016. Todos os militares presos são lotados junto ao Comando Regional II (Várzea Grande).

A maioria das ordens de prisão foram cumpridas no bairro Cristo Rei, alvo de inúmeros crimes que possuem o mesmo modo de atuação, homens encapuzados que chegam em veículos e disparam. Normalmente, as vítimas são homens e com idade entre 18 e 25 anos e têm passagens pela polícia.

Operação ‘Mercenários’ – Fase 2

Policiais militares são alvos da 2ª fase da Operação Mercenários deflagrada na manhã desta segunda-feira, 20 de fevereiro. Ao todo estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 3 buscas domiciliares e 2 conduções coercitivas. Operação é um desdobramento das investigações de homicídios praticados em Várzea Grande nos meses de março e abril de 2016.

A operação foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil e conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande contra dez pessoas, das quais quatro são policiais militares.

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