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Brigadistas se perdem na mata no parque de Chapada

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Foto Ilustrativa

Diario de Cuiabá

 

Após cerca de seis horas embrenhado na mata, um grupo de bombeiros e brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que atua no combate ao incêndio que consome o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, só conseguiu retornar à base de operação durante a madrugada de ontem. 

De acordo com a analista ambiental, Priscilla Correa, o grupo era formado por aproximadamente 10 bombeiros e 20 brigadistas. Eles foram deixados no local de combate às chamas por uma aeronave e, como a trilha não é demarcada, tiveram dificuldades em identificar o caminho de volta. “A todo o momento eles eram orientados via rádio da base, recebiam informações e as coordenadas, sendo conduzidos pela unidade até a trilha”, informou. A informação é de que todos passam bem. 

O local onde o grupo estava é de morraria, o que demanda maior tempo para locomoção. O incêndio começou na última sexta-feira, na região do Coxipó do Ouro. Na terça-feira atingiu o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, localizado a 65 quilômetros da capital. 

A estimativa é que as chamas já tenham consumido 16 mil hectares. “Agora ficou mais difícil porque o fogo subiu da região do Quebra Gamela para o topo da serra”, destacou Vanilio Marques, funcionário do ICMBio, que atua na Estação Ecológica da Serra das Araras, em Porto Estrela. 

Marques e cerca de 10 funcionários de outras unidades de conservação do Estado foram deslocados para ajudar no combate às chamas. Eles se somam às 50 pessoas que desde o início tentam debelar por terra o incêndio. O trabalho conta ainda com o suporte do helicóptero da Polícia Militar. O ICMBio também solicitou aeronave ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) para o combate por ar. 

Segundo Marques, uma das estratégias que estavam sendo analisadas para tentar debelar o incêndio era a de fazer o contra fogo, ou seja, delimitar uma linha e ampliar a faixa limpa para tentar deter as chamas. 

Após o controle, o ICMBio fará perícia para tentar identificar onde começou e o que o provocou o incêndio. No Estado, as queimadas estão proibidas desde o dia 15 de julho passado. Entre as consequências mais desastrosas de um incêndio está a destruição da vegetação, a qual raramente se recompõe em pouco tempo, e, às vezes, destruída definitivamente. 

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