Brasil perde para o México e cai na realidade

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Seleção joga mal, fica presa na marcação mexicana e acaba perdendo o jogo e a invencibilidade em 2012
Em seu terceiro amistoso nas duas últimas semanas, a Seleção Brasileira tomou um duro choque de realidade ao perder para o organizado time do México, por 2 a 0, neste domingo, em Dallas, nos Estados Unidos. Os gols foram marcados por Giovani Dos Santos e Chicharito, melhores em campo.
Ao contrário dos últimos jogos (contra Dinamarca e Estados Unidos), o time de Mano Menezes teve pela frente uma equipe que aliava qualidade técnica com organização tática (principalmente defensiva) e não soube sair da arapuca criada pelo técnico dos mexicanos para Neymar, Oscar e Hulk, principais referências ofensivas do Brasil.
O próximo amistoso da Seleção Brasileira será contra a rival Argentina, no próximo sábado, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.
PRIMEIRO TEMPO
O técnico do México fez muito bem seu dever de casa. Com o adversário forte pela esquerda – com de Neymar e Marcelo -, os mexicanos povoaram a área, deixando sempre um marcador na sobra e abafando o talento do principal jogador brasileiro.
Além de marcar bem pela esquerda, o México também impedia a Seleção de desenvolver o jogo pelo meio, com Oscar, e pela direita, com Hulk. Com uma marcação cerrada, os mexicanos conseguiam armar contra-ataque atrás de contra-ataque.
No único lance que o atacante do Porto teve a bola em seus pés, ele deu um belo passe para Leandro Damião, que marcou o gol, invalidado por impedimento.
Foi em um contra-ataque, aos 21 minutos, que saiu o primeiro gol. Giovani Dos Santos recebeu nas costas de Danilo e tentou um cruzamento. A bola fez a curva, enganando o goleiro Rafael Cabral e indo para o fundo da rede brasileira.
Com o gol, o ritmo do jogo ficou ainda mais intenso, pouco lembrando um amistoso. O árbitro poderia dar cartão amarelo em alguns lances, como para Sandro e para Salcido.
Nervoso, Juan cedeu à pressão do resultado adverso e acabou fazendo pênalti bobo em Dos Santos. Chicharito Hernández, do Manchester United, bateu e fez seu 26º gol pelo México em 36 partidas disputadas.
Dois gols atrás no placar, a Seleção passou a se aplicar mais. Neymar tentou algumas jogadas pela esquerda, mas seguiu bem marcado. Oscar, de fora da área, teve a melhor chance do Brasil no primeiro tempo.
SEGUNDA ETAPA
Quase anulado na primeira etapa, Neymar começou o segundo tempo centralizando as jogadas, auxiliando Oscar na criação de jogadas e tentando novas alternativas, como chutes de fora da área. Em situação mais confortável, o México se retraiu e tentou jogar nos contra-ataques. Sem resultado com a mudança de posicionamento, ManoMenezes colocou de uma vez só Lucas e Pato, tirando Sandro e Damião.
Curiosamente, com a entrada do atacante do Milan, Neymar passou a insistir nas bolas centrais, especialidade de Leandro. Enquanto isso, Danilo pedia mais jogadas pela direita. Hulk, isolado por aqueles lados, apareceu apenas para bater bela falta, defendida por Corona.
Como a derrota provisória já não era ruim o suficiente, o capitão Thiago Silva machucou o joelho e virou dúvida para o jogo contra a Argentina. O garoto Bruno Uvini entrou em seu lugar. Pouco depois, Pato perdeu gol feito após jogada de Hulk.
No fim, gritos de “Olé!” por parte da torcida, que lotou o Cowboys Stadium, e uma briga entre Neymar e Meza. Fim melancólico para a pior atuação do Brasil em 2012.
FICHA TÉCNICA:
MÉXICO 2 x 0 BRASIL
Local: Cowboys Stadium, Dallas (EUA)
Data/hora: 3/6/2012 – 16h06 (de Brasília)
Árbitro: Silvio Petrescu (CAN)
Cartões amarelos: Marcelo, Neymar (BRA); Salcido, Meza (MEX)
Cartão vermelho: Não houve
GOLS: Dos Santos, 21’/1T (1-0); Chicharito, 31’/1T (2-0)
MÉXICO: Corona, Severo, Meza (Jiménez), Moreno e Salcido; Nilo, Zavalo, Barrera (Andrade) e Guardado (Reyna); Giovani dos Santos (De Nigris) e Chicharito (Lugo) Técnico: José Manuel de la Torre
BRASIL: Rafael Cabral, Danilo, Thiago Silva (Bruno Uvini), Juan e Marcelo; Sandro (Lucas), Rômulo e Oscar (Casemiro); Hulk (Wellington Nem), Neymar e Leandro Damião (Pato). Técnico: Mano Menezes