Bastidores de ‘O Sétimo Guardião’ fizeram mais sucesso que a novela

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Vai ao ar nesta sexta-feira (17), na Globo, o último capítulo de “O Sétimo Guardião”. Exibida desde novembro do ano passado, a trama chega ao fim sem muita repercussão, sustentando uma história fraca e personagens que não cativaram o público. Nem o prestígio do autor Aguinaldo Silva, que carrega no currículo trabalhos de sucesso, como “Senhora do Destino” (2004), conseguiu salvar o folhetim.

Um dos pontos negativos da trama foi o fato de que o autor prometeu uma história no gênero do realismo fantástico, mas frustrou quem esperava ver na TV uma novela cheia de elementos mágicos. Além disso, a falta de química entre os protagonistas Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso ficou evidente na TV, assim como a desmotivação de algumas pessoas do elenco estrelado, mal aproveitados na história.

Esses elementos também contribuíram para que os bastidores de “O Sétimo Guardião” fizessem mais sucesso que a própria novela. Antes mesmo de estrear, a trama tornou-se centro de uma disputa judicial. Alunos do curso de roteiristas Masterclass, de Aguinaldo Silva, processaram o autor reivindicando a coautoria da história. A questão foi resolvida a tempo, e a novela não precisou ser adiada.

A trama enfrentou muitas crises: teve rumores de traição envolvendo Marina Ruy Barbosa e José Loreto; suposta briga entre Marina e Lília Cabral; Bruno Gagliasso afastado por problema de saúde; e, mais recentemente, a denúncia de assédio contra Caio Blat.

A sensação que ficou é a de que “O Sétimo Guardião” estava se arrastando a cada capítulo, e que o próprio autor estava cansado e sem paciência. Uma pena ver uma história que prometia muito perder o rumo e terminar apagada.

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