Publicado em : 12/04/18

Avião militar cai na Argélia e mata mais de 200 pessoas




Dezenas de ambulâncias e veículos do corpo de bombeiros foram enviados para o local da tragédia; mais de 300 pessoas participam dos trabalhos de resgate

 

ARGEL – Um avião do Exército argelino caiu nesta quarta-feira, 11, pouco depois de decolar da base aérea de Boufarik, cerca de 30 km ao sul de Argel, capital da Argélia, matando ao menos 257 pessoas – a maioria soldados -, incluindo 26 membros da Frente Polisário (movimento de independência do Saara Ocidental). Alguns sobreviventes já foram resgatados.

*Dezenas de ambulâncias e veículos do corpo de bombeiros foram enviados para o local da tragédia Foto: REUTERS/Ramzi Boudina

 

As chamas que destruíram quase todo o avião foram extintas, segundo um fotógrafo da agência de notícias France-Presse. Dezenas de caminhões de bombeiros e centenas de ambulâncias estão no local, que foi isolado pelas forças de segurança. Mais de 300 pessoas participam dos trabalhos de resgate.

A aeronave, que fazia o trajeto Boufarik-Tindouf-Bechar, era um Ilyushin IL-76, de fabricação soviética e depois russa. Segundo o site do fabricante, o avião pode transportar entre 126 e 225 passageiros, dependendo da versão.

Um comunicado do Ministério de Defesa argelino indicou que o titular, Gaid Salah, interrompeu uma visita de dois dias à Segunda Região Militar e ordenou a formação de uma comissão de investigação para identificar as causas do acidente. O general expressou suas “sinceras condolências às famílias” das vítimas, segundo a nota oficial.

Tindouf, a 1,8 mil km de Argel, perto das fronteiras de Marrocos e Sahara Ocidental, abriga muitos campos de refugiados saarauís, assim como a sede do governo da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), proclamada em 1976 pelos separatistas da Frente Polisario.

Em fevereiro de 2014, 77 pessoas – militares e seus parentes – morreram após a queda de um Hercules C-130 do Exército argelino a 500 km de Argel. Apenas uma pessoa sobreviveu ao acidente, que o Ministério da Defesa atribuiu na época às más condições meteorológicas. / AFP, AP e EFE

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