Auditoria na Santa Casa de Cuiabá encontra sobrepreço de 114% em aparelho cuja função era terceirizada

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Do: Olhar Direto

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

A auditoria feita pela Controladoria Geral do Estado (CGE) na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, nas gestões de 2016 a 2018, apontou o valor pago por uma máquina de ressonância magnética foi 114,65% acima do preço de mercado.  Além disto, questionou-se a necessidade do aparelho, já que estes tipos de serviços demandados pelos pacientes são terceirizados. O relatório foi entregue às autoridades.
Uma das situações encontradas nesta auditoria foi a aquisição de aparelho de ressonância magnética em dezembro de 2017, por R$ 2,5 milhões, sem a devida entrega do equipamento à Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá (até a conclusão do trabalho de auditoria). Ao passo que os serviços de ressonância magnética demandados pelos pacientes são terceirizados.

Os auditores também verificaram que o valor pago pelo aparelho de ressonância magnética foi 114,65% acima do preço de mercado, já que um equipamento similar, da mesma marca, possui preço médio de R$ 1,1 milhão.

O objeto da auditoria foi a gestão e execução de transferências voluntárias realizadas através da modalidade fundo a fundo efetuadas pelo Estado de Mato Grosso à Prefeitura de Cuiabá e/ou diretamente ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá entre os anoas de 2016 e 2018, para cofinanciamento da assistência à saúde ambulatorial e hospitalar de média e alta complexidade.

A auditoria foi iniciada em setembro de 2018, após um “Termo de Conciliação/Mediação” ser firmado, o qual definiu o repasse extraordinário de R$ 3 milhões do Estado de Mato Grosso para a Santa Casa.

Outro Lado 

Ao Olhar Direto, o ex-presidente da Santa Casa, Antônio Preza, declarou que todo processo é pautado pela lisura e explicou que a aquisição da máquina por um preço maior, deve-se a aquisição de itens de aperfeiçoamento. Explicou que foram adquiridas bobinas que irão servir para diagnósticos mais detalhados.

Quanto ao fato do equipamento não ter sido entregue, ele explicou que o fato é devido à  insuficiência de recursos. Sem dinheiro, a administração deixou de efetuar o pagamento de R$ 500 mil, o que inviabilizou, até o momento, a entrega.

Indagado quanto ao relatório da CGE, declarou que ainda não obteve acesso a documentação, mas garantiu a lisura nos atos realizados ao longo de sua gestão.  Preza deixou à presidência no último dia 29 de janeiro.

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