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AgriHub Space vai incubar e acelerar startups de tecnologia voltadas ao agronegócio

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Ascom Famato

 

O Sistema Famato apresentou nesta quarta-feira (9/10), durante coletiva de imprensa, o conceito do primeiro hub de inovação de Mato Grosso, o “AgriHub Space”. O projeto tem o propósito de conectar empresas, produtores rurais, startups e o ecossistema agrícola e de inovação. Fazem parte desse hub as empresas parceiras Amaggi, Agro Amazônia/Sumitomo Corporation, Tropical Melhoramento e Genética Ltda (TMG) e a Rede de Fazendas Alfa. À frente da operação estão os parceiros Sistema Famato e LM Ventures.
Normando Corral deu as boas-vindas às empresas parceiras, agradeceu a presença da imprensa mato-grossense e falou da sua expectativa, enquanto produtor rural e presidente da instituição que representa os produtores rurais de Mato Grosso, o Sistema Famato.
“O AgriHub Space não vai transformar Mato Grosso em um novo Vale do Silício e muito menos em um Vale do Suplício. O que mais se comenta no mundo inteiro é que nossa produção não está em equilíbrio com o meio ambiente, ou que nós produtores não respeitamos as leis ambientais. Isso não é verdade. Investimos em tecnologias para produzir mais e melhor, mas principalmente, para mostrar que não estamos aqui para destruir o que consideramos a nossa mesa de trabalho, o meio ambiente. O agro, especialmente em Mato Grosso, vai em busca do que é mais moderno para que possamos produzir de forma correta. Eu confio plenamente nesse projeto”, disse Normando Corral.
O espaço físico e digital de 400 m² que está instalado no Edifício Famato deve ser inaugurado em dezembro deste ano e funcionará como uma incubadora de startups e ponto de conexão. O local conta com salas de reunião, salas para parceiros, salas flex, mini auditório com capacidade para 35 pessoas. Além do espaço físico, o hub contará com profissionais que darão suporte às empresas parceiras, provedores de tecnologias e as startups incubadas.
Para as startups, o AgriHub Space vai oferecer um programa de nove meses, sem custo de participação. Durante o período, elas receberão um pacote de serviços gratuitos para ajudá-las a se desenvolver. Poderão usufruir do espaço físico e digital, e ainda terão acesso a um programa de ajuda comercial para se conectarem com as empresas parceiras e os produtores da Rede de Fazendas Alfa.
“O trabalho com as startups será duplo. De um lado aplicaremos nossa metodologia para ajudá-las a se desenvolverem como empresa, de outro, buscaremos efetuar projetos pilotos, para testar na prática a aderência do produto ou serviço no mercado, seja com grandes empresas ou com produtores, visando uma relação comercial futura que beneficie startups e empresas”, explicou o sócio proprietário da LM Ventures, Magnus Arantes .
No ambiente também será oferecido uma rede de serviços aos empreendedores e agentes de inovação, com o intuito de acelerar novos negócios e aproximar o mercado e as agtechs. Serão oferecidos ao mercado treinamentos, workshops, painéis temáticos, desafios de inovação, projetos abertos, meet-ups cursos de mentores, dias de mentorias a startups entre outros.
Com as empresas parceiras serão trabalhados três horizontes de inovação: o primeiro é ajudar a empresa a inovar  no que ela já faz, porém de maneira mais acelerada e rentável; o segundo horizonte é ajudar a empresa a inserir uma atividade nova, próxima ao que ela já faz, como criar uma nova linha de receita, um novo produto ou serviço, e o terceiro horizonte é o disruptivo, o que significa ajudar a empresa a mapear novos negócios ou tecnologias que podem transformar completamente o seu ramo de atividade, como por exemplo, o hamburger sintético ou de plantas, como também produção agrícola em estufas. Caberá às startups se plugar em um dos três horizontes.
Um diferencial do projeto é que as empresas parceiras e seus colaboradores poderão trocar experiências e desenvolverem projetos e negócios em conjunto, além de se conectarem com startups e com o ecossistema de inovação.
A equipe técnica do AgriHub Space realizou um diagnóstico das principais necessidades das empresas já parceiras, Amaggi, Agro Amazônia/Sumitomo Corporation e TMG. Esses diagnósticos serão utilizados para a seleção das startups que devem apresentar soluções e aplicações práticas de tecnologias que resolvam problemas levantados neste primeiro levantamento.
De acordo com Magnus Arantes, o AgriHub Space provavelmente será o maior hub de inovação em Agro do Brasil, já que está no maior estado produtor de grãos do país e por ser uma iniciativa do Sistema Famato, entidade que representa os produtores rurais.
O agronegócio está entre as atividades econômicas mais produtivas do Brasil, e Mato Grosso, como maior estado produtor, naturalmente torna-se protagonista neste cenário. Isso possibilita o entendimento das demandas e tendências do campo, o que promove oportunidades e facilita o desenvolvimento de novos negócios favoráveis ao setor.
Essa proximidade com o cliente em potencial, que apresenta interesses semelhantes, pode favorecer o desenvolvimento e efetivação de produtos e serviços que sejam de real necessidade do campo.
Chamada de startups – O AgriHub Space divulgará, ainda na primeira quinzena de outubro, uma chamada para as startups interessadas. Poderão participar startups que já tenham produtos desenvolvidos e que possam ser aplicados na prática e que tenham conexão com os problemas diagnosticados nas empresas parceiras ou na Rede de Fazendas Alfa. Devem ser selecionadas de 8 a 15 startups para este primeiro ciclo de nove meses.

Fonte: Ascom Famato

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