Acusados de mandar matar jovem Maiana prestarão novos depoimentos nesta segunda

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O empresário Rogério Amorim, de 38 anos, preso desde ontem (25) sob acusação de mandar matar a adolescente Maiana Mariano, de 16 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso, deve prestar novo depoimento à delegada responsável pelo caso, Anaide Barros. É que ao ser preso nesta sexta-feira, orientado por advogados, ele se recusara a dar qualquer declaração que não fosse em juízo.

O empresário que está preso na Penitenciária Central do Estado e sua esposa, Calisângela de Morais (presa no presídio feminino Ana Maria do Couto May), acusada de ser mentora do crime, devem voltar à delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, já na segunda-feira (28) para novos depoimentos. No caso dela, revela a delegada, o depoimento prestado não foi aproveitado em quase nada, devido ao seu nervosismo.

Maiana desapareceu em dezembro. Rogério teria pagado R$ 5 mil aos dois assassinos que confessaram matar a estudante, de acordo com a delegada Anaíde de Barros, que comandou as investigações. Um exame preliminar de arcada dentária atesta, com 80% de precisão, que os restos mortais encontrados ontem são mesmo da jovem, que tinha um relacionamento amoroso com o mandante.

Segundo a Polícia Civil, Paulo Ferreira e Carlos Alexandre Nunes da Silva teriam recebido R$ 2,5 mil cada um pelo assassinato da menor. O corpo de Maiana foi localizado em um matagal na região da Ponte de Ferro, Coxipó do Ouro.

Paulo e Carlos confessaram serem os autores do assassinato e conduziram os policiais civis ao local onde haviam enterrado o corpo. Paulo chegou a afirmar que teria um relacionamento amoroso com a jovem, mas, de acordo com as investigações, ele teria apenas sido contratado para matá-la.

A armadilha que culminou na morte da jovem teria sido arquitetada pelo empresário e a esposa Calisângela de Morais, 36 anos. No dia do crime, Rogério pediu que Maiana pagasse o caseiro de uma chácara, mas no local a adolescente foi assassinada por Paulo.