A um dia do fim do prazo, 3,2 milhões ainda não declararam IR

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Faltando um dia para o fim do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda, cerca de 3,2 milhões de contribuintes ainda não enviaram o documento a Receita Federal. O número representa 12,8% dos 25 milhões de declarações que a Receita espera receber até o fim do prazo.
O fisco informou que até as 17h deste domingo, 21,79 milhões de contribuintes já haviam cumprido a sua obrigação com o fisco. O prazo para entregar a declaração termina amanhã (30).
Quem perder o prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 20% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.
O programa que gera o documento para a declaração está disponível na página da Receita na internet. No mesmo endereço, o contribuinte pode baixar o programa Receitanet, necessário para transmitir a declaração ao fisco.
A Receita alerta para o risco dos contribuintes deixarem para enviar a declaração nos últimos dias, pois muitos podem encontrar dificuldades devido ao acúmulo de acessos no site.
QUEM DEVE DECLARAR
É obrigado a declarar o contribuinte que recebeu rendimentos cuja soma foi superior a R$ 23.499,15 em 2011, o que corresponde a R$ 1.807,63 por mês, incluindo o décimo terceiro salário. Também deve declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma for superior a R$ 40 mil.
Deve ainda preencher a declaração quem recebeu, em qualquer mês de 2011, ganho de capital em alienações de bens ou direitos; realizou operações em Bolsas de valores, de mercadorias, de futuros ou semelhantes; ou teve receita bruta superior a R$ 117.495,75 com atividade rural, entre outras situações.
PAGAMENTO
Amanhã vence também o prazo para o pagamento da primeira parcela (ou da cota única) para quem ainda tiver IR a pagar. O pagamento poderá ser feito, no máximo, em oito cotas (valor mínimo de R$ 50). A última, paga no fim de novembro, pode ter acréscimo superior a 6%.
Se tiver condições financeiras, o contribuinte que tiver IR a pagar deve quitá-lo à vista ou no menor número possível de parcelas. Para isso, compensa usar dinheiro de aplicação financeira (poupança, fundo de renda fixa etc.) para se livrar da dívida.